sábado, 7 de dezembro de 2013

A diferença entre os cultos do candomblé. Parte 2


Os principais pontos da rota escravagista estavam no:

Golfo do Benin, 
São Tomé, Senegal, Moçanbique e Angola.

Os negros aprisionados eram obrigado a andarem um percurso de 5 Kilómetros  da cidade até o porto de Uidá onde ficou conhecida como "A costa dos escravos", lá chegando eram obrigados a darem voltas em uma arvore mas conhecida como a arvore do esquecimento.

Como já citado os reis temiam que os escravos o amaldiçoassem seu reinado esta era a ideologia religiosa ninguém queria ser amaldiçoado por alguém que morre ou esta partindo para sempre.

PORTAL DO ESQUECIMENTO  


Os homens tinham que dar nove voltas ao redor da arvore e as mulheres sete voltas, como já dito acreditava-se que depois deste ato eles perderiam a memoria, esqueceriam seu passado, sua origem sua identidade cultural e se tornariam seres sem nenhuma vontade de reagir.

Uma crença sem logica, como poderia um Nago esquecer suas origens?

Se ela estão marcadas em seu rosto tanto quanto em sua alma, os que continuavam livres rezavam pelos que partiram para que fizessem boa viagem.

Através de várias rotas o brasil recebeu os:

Kabilas do Congo.
Benguelas de Angola.
Makuas e Anjicos de Moçambique.
Minas da costa da Guiné Bissal.
Auçás do noroeste da Nigéria.
Iorubas e Nagós dos reinos de Oyó e keto.
Ajeiji* do Daomé.(Ajeji era a forma perjorativa de chamar de forasteiro quem não era da cidade de Oyó ou keto).

"Nunca houve uma nação Jeije" e sim Daoméanos traficados.

Exemplo: "Jêije" Marri, forasteiro de Marri, "Gringo"

O trafico durou por 350 malditos longos anos estima-se que mais de quatro Milhões de negros foram traficados e mandados para o Brasil mais precisamente para:


Bahia, Maranhão, Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul.
  


Dentre eles três sacerdotizas do culto a a família de XangôYa Calá, Ya DetáYá Nassô, as princesas que iniciariam a notóriedade do os candomblés na Bahia.

Ilê Axé Ya Nassô
, mais conhecido como terreiro da Casa Branca, considerado um dos mais antigos em salvador onse segundo a história também deu origem a:
Ilê Iyá Omin Axé Iyá Massê, mais conhecido como terreiro do Gantois.

Ilê Axé Opó Afonja, casa da força sustentada por Afonjá.
Neste contexto podemos observar que o culto era muito restrito e confiados a poucos, destes as Yalorixás identificavam os que tinham Odú "caminho" para serem iniciados no segredo a palavra yawo é aquele que detêm ou guarda o segredo e é neste ponto onde começam as bifurcações do axé.
É de conhecimento publico que os candomblés eram cassados, invadidos e em alguns casos até fechados e como sabemos a disciplina mais conhecida como "Rumbê" a educação do axé era cobrada de forma incisiva, os resguardos longos com duração de até seis meses a um ano para os candomblé de Angola e três meses a um ano para as casas de keto que também poderia variar de acordo a necessidade do iniciado.

Mediante isso os conhecimentos só eram passados para os que tinham o dom, porem outros iniciados quer não tinham caminho não recebiam os ensinamentos necessários para reproduzir a altura a sua raiz.


E os caminhos se corromperam:

Quem tinha caminho não queria e nem tinha dinheiro.
quem não tinha caminho queria e tinha dinheiro para abrir sua casa mesmo contra a vontade de seus zeladores.

Como sabemos o conhecimento era restrito os ebós não eram cantados e sim rezados,e assim nasceu o precedente de se cantar os orikis de forma errada e os vicíos de linguagem, das deduções tortas do que aconteceria dentro dos roncos.

"Tecnicamente" casas com a mesma raiz tem sua metodologia de ebós, obi e boris idênticas.

Mas quando falamos de candomblé temos que lembrar de outros iniciados de outro axé que vem para nossas casas afim de fazer parte de nossa casa, neste caso é bem provável que as tradições das raízes se percam seja de onde ele veio ou não adotando a a metodologia da nova casa.