sábado, 7 de dezembro de 2013

A diferença entre os cultos do candomblé. Parte 1


Vamos entender que a pratica escravagista não era desconhecida dos povos africanos, já era de costume que os governantes invadissem reinos em buscando escravizar outras tribos e explorar seus recursos naturais tais como:

Água limpa, solo fértil, uma melhor posição territorial em local mais alto e perto do mar onde poderiam facilitar o seu comércio.

Os reinos menos favorecidos como já citado precisavam do sustento e a unica forma era invadir, conquistar, pilha, prender, escravizar, e expulsar.
  


Chama-se de tráfico negreiro o transporte forçado de negros como escravos para as Américas e para outras colônias de países europeus, durante o período colonização.
Na Idade Moderna, sobretudo a partir da descoberta da América, houve um crescimento de forma descomunal da escravidão. Desenvolveu-se, então, um cruel e lucrativo comércio de homens, mulheres e crianças entre a África e as Américas.

A escravidão passou a ser justificada por razões morais e religiosas e baseada na crença da “suposta” superioridade racial e cultural dos europeus.
tráfico de escravos africanos se dividiu em quatro fases:

Ciclo da Guiné (século 16)

Conhecido como ciclo de Guiné, ocorreu na segunda metade do século XVI e recebeu essa denominação em função da rota do tráfico, que partia da costa oeste da África, ao norte do Equador, região onde hoje está situado o SenegalGâmbia e Guiné Bissau.

Entre eles Príncipes, Princesas, Reis, Babalawos, e Babalorixás, a grande ideia era não só "vender" mas também exterminar qualquer chance de perda do poder por uma nova dinastia, como era claro que um prisioneiro "vendido" 
na verdade trocados por bugigangas como escravo era mais lucrativo que um "cadáver", levando em conta a certeza que eles nunca retornariam vivos para a Africa.




Calcula-se que nesse ciclo tenham chegado ao Brasil entre 50 e 100 mil africanos.
Na Bahia, esse ciclo foi pouco representativo.


O número estimado de africanos é de sete mil, em sua maioria, pertencentes às etnias sudanesas.

O ciclo da Guiné, seguiram-se ainda, dedicados à exportação de “peças” da costa -se, no transcorrer do século 16, o comércio triangular transatlântico, tendo um dos vértices em Lisboa, o outro na costa da Angola, e um terceiro no nordeste brasileiro. 



2º período: O Ciclo de Angola e do Congo no Sec. XVII

Ciclo de Angola e Congo têm início por volta de 1580, mas estende-se até o final de século XVII. O número de africanos da chamada África Austral que chegaram ao Brasil é estimado em 600 mil. Na Bahia, não se sabe ao certo o número de escravos que vieram desta parte do continente africano. Entretanto, pela grande quantidade de navios negreiros que aportaram aqui nessa época, presume-se que tenham chegado um grande número de escravos.

 O certo é que a maioria deles foi levada para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, instalados na região do Recôncavo.

Além de angolas e congos, vieram também nesse ciclo escravos oriundos de Moçambique, todos eles de etnias bantos.

E notório que dentre eles seus governantes e seus lideres religiosos dando o inicio a o Candomblé que chamaremos aqui de Candomblé de novo mundo.

Onde percebemos as diferenças gritantes onde o Candomblé Africano “Velho mundo” onde o culto resumia-se apenas a o conhecimento extremo de um ancestral divinizado como Orixá.

Para entender melhor este prisma levamos em conta que o culto ao Orixá não é apenas uma entidade, trata-se de um ancestral de muita importância para sua cidade ou tribo, onde os Babalawos eram considerados como homens iluminados por Olorum o Deus supremo.

Consultados para qualquer decisão importante, com quem casar, quando iniciar as plantações quem seria os novos governadores e reis, os reis também tinham medo de serem 
espraguejados

Por este motivo os governantes que os invadiam, prendiam e escravizavam e os mandava embora por terem a certeza que jamais os veriam novamente.