quarta-feira, 1 de março de 2017

CANDOMBLÉCISTA CATÓLICO ?

Olá todos os irmãos e adeptos do candomblé
Há tempos não escrevo aqui no blog porem depois de muito tempo de 
reflexões sobre o panorama da religiosidade espiritualista seja no Candomblé, Umbanda,Tambor de Mina dentre outras.


É necessário temos a certeza de que nossa religiosidade ancestral preexistente ao catolicismo.

É fato que a existência de outros povos com outras culturas, costumes, linguagens e até mesmo suas geografias influíram diretamente nas culturas mundiais, seja por meio das colonizações e imposições de costumes ou ate mesmo da presença do turismo ou pesquisa.

Seja no continente da Ásia, África, Europa, Oceania, América...

Cada um com seus deuses quando politeístas, ou com um único deus quando monoteísta.

Sendo o Brasil um pais que por lei é laico ( Não possuindo religião oficial)
sendo garantido na forma da lei:
A Constituição Federal, no artigo 5º, VI, estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício dos cultos religiosos e garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias.

Uma vez que não só católico
Então por que as casas de candomblé fecham no período da quaresma?

Por que os igbas de orixás são cobertos com pano branco ?

Da visão como adepto a 
religião tradicional africana não existe logica...

Ainda que adepto do 
candomblé ­­(Brasil) onde,  e como... o catolicismo adentra a porta de meu ronkó...?

permissividade do meu sacerdócio, cegueira de meu orisá, ou a conveniência da falta do conhecimento?

Os costumes portugueses enraizados profunda nos modos, costumes, tais como:

Alimentação, Vestes onde não foram esclarecidos aos novos iniciados, nossos pais, nossas mães...

Uso da louça para orisás, anágua, azeite de olivas que é de origem europeia
Quaresma é a designação do período de quarenta dias que antecedem a principal celebração do cristianismo:

A Páscoa, a ressurreição de Jesus Cristo, que é comemorada no domingo e praticada desde o século IV.

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa.

Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos dedicam-se à reflexão, a conversão espiritual e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz.

Meus irmãos, meus Egbomes vão argumentar “ minha mãe, meu pai, fazia assim...

Ainda neste prisma eu pergunto “ então por que vivemos uma época de degradação religiosa, se você me diz que que segue os costumes de suas origens?

Pergunto a todos que estão ouvindo este áudio, existia a cultura do apadilhamento em suas raízes?

Era de costume médiuns do sexo masculino serem dominados por espitiros de mulheres tais como padilhas, 
Pombagiras* (Bombozila) ( Inzila) Angola* ?

Existia conivência dos espititos com o comportamento leviano dos seus médiuns?

Yawo, levava igba do orisa sem conhecimento de sacerdote ou sacerdotisa?

Rodantes faziam Orisá acordados?

Todos que completavam 7 anos recebiam deká?

Existia sacerdote sem família de orisá? 

sábado, 10 de janeiro de 2015

RELIGIÃO TEM REGRAS

RELIGIÃO TEM REGRAS

Texto: Babalawo Ifagbaiyin Agboola 

Com o passar do tempo muito se tem escrito sobre a verdadeira função do sacerdote dentro da religião afro-brasileira, mas a impressão que eu tenho é que quase nada foi esclarecido, um Babalawo ou um Babalorisa é confundido com um proprietário da pessoa iniciada, as confusões acontecem ou por parte de quem é iniciado ou por quem inicia. É muito comum ouvir em minhas palestras perguntas sobre a relação de pais e filhos ou irmãos na casa de Orisa.

Algumas pessoas acreditam que se forem iniciadas pelo mesmo sacerdote que iniciou o seu cônjuge a situação caracteriza um incesto, isso nos leva a seguinte pergunta somos católicos ou pertencemos a Religião Yoruba (Èsìn Yorùbá) qual é a nossa verdadeira religião?

Uma grande quantidade de pessoas iniciadas em Orisa ainda seguem preceitos católicos ou orientações espiritas por desconhecer os versos de Ifá, não sabem que dentro desses versos existem as normas de comportamento que orientam os iniciados e o seu comportamento diante de Olodumare.

Eu escuto todo tipo de pergunta, é melhor assim, pior seria se as pessoas não perguntassem, continuassem com suas dúvidas, acredito que devemos dividir informações.

Existe algumas coisas que devem ser esclarecidas, uma pergunta frequente é relativa a preceito, sexo e pecado, no Odu Oworin Ofun, fala que o sacerdote não deve fazer sexo com sua esposa naquele dia, ele está comprometido com os rituais, todos as orientações de comportamento podem ser encontradas nos versos de Ifá, no Odu Osa Otura, fala que devemos sempre falar a verdade, no Odu Ogundakete, diz que não devemos roubar.

Um texto de Ifá muito conhecido do Odu Osetura, fala da importância das mulheres, do respeito que os homens devem manter por suas esposas, filhas e por suas mães, outro texto do Odu Ofun Meji, diz que o iniciado em ifá deve ver Iya Odu e se tornar um Babalawo, já no Odu Ogbe Meji, fica claro que a principal esposa de Orunmila só pode ser cultuada por quem passou por um ritual chamado Ipanadu (cerimonia que o awo se torna um Babalawo, momento que apaga se a luz para ver Odu).

No Odu Ogbe Yonu,fala sobre a relação financeira homem e a família da esposa diz que até o casamento todas as despesas da mulher devem ser mantidas pela família, mas depois do casamento o marido não deve deixar que a mulher passe necessidades, a manutenção da casa é responsabilidade daquele que assumiu a relação diante da família.

Ainda no Odu Ogbe Yonu, vamos encontrar dados referentes ao casamento de um Babalawo, nesse Odu diz que não deve haver a separação e nem o adultério, que as pessoas deveriam antes de assumir uma relação pensar bastante, fala ainda que aquele que escolheu viver com uma única mulher deve respeita-la e protege-la, ainda nesse Odu vamos encontrar uma advertência contra o uso de magia maléfica contra o cônjuge, nesse caso Ifá vai se lançar em sua defesa e não sabemos o que pode acontecer; nesse Odu diz que o Babalawo deve ter uma postura digna e não deve se envolver com outras mulheres, a punição para o sacerdote que não cumprir essa orientação diz Ifá: (que ele nuca vai atingir o sucesso em seu trabalho).

Obs: Com respeito ao numero de esposas o Babalawo deve seguir a orientação do seu odu e buscar uma forma de respeitar a cultura local, podemos tomar como exemplo o odu Oyeku Meji a onde ifá diz:

Que aquele nascido sobre esse signo só pode ter uma esposa, é evidente que também podemos considerar a leis de cada país, no Brasil é crime manter se casado com mais de uma pessoa.

O Odu Ogbeyonu, fala da punição do Babalawo, que desejar a mulher de outro awo, diz Ifá (aquele Babalawo ou iniciado em Ifá que deitar com a mulher de outro awo, não deve ver outro amanhecer).

No Odu Ogbe Meji, a necessidade do comportamento digno é enfatizada, de tal forma que a punição seria o infortúnio, a falta de sucesso e o total esquecimento, o abandono do sacerdote, suas orações não devem ser ouvidas, essa é uma das punições mais temidas, a relação homem Orisa deixa de existir.

No Odu Obara Egutan Encontramos em detalhes, a relação de um Babalawo, com a sua Apetebi, nesse verso de ifá diz (a escolha da esposa de um Babalawo é apontada por Ifá quando ela nasce), existe vários Odus que indicam essa relação, assim como também existe uma identificação bem clara nos versos de Ifá sobre quem deve se tornar um Iniciado e quem deve se tornar um Babalawo, ver Odu: Ogbe Meji, Oturupon Meji, Irete Meji, Iwori Meji etc.

No Odu Oworin Sindin, aparecem algumas indicações sobre a necessidade do homem cumprir o seu destino, assim como no Odu ogbe Ogunda, fala do cuidado com o Ori e a relação do homem com o destino por ele escolhido, tendo como testemunho Orunmila, isso nos remeti a uma reflexão encontrada no Odu Ogbe Meji (nem um homem deve se comprometer com um Orisa antes de conhecer o seu destino) essa afirmação indica claramente que o homem deve conhecer a indicação de Ifá para ter uma orientação sobre a sua vida religiosa, não é o homem que escolhe o Orisa é Ifá quem indica os Orisa que devem ser cultuados.

No Odu Obara Kosun, fala da punição violenta caso o iniciado não respeite o seu sacerdote e vice versa, o respeito deve ser mantido a qualquer custo assim como a segurança da egbe (família) o sacerdote deve usar todos os recursos que possui para proteger a sua família, dele será cobrado à omissão.

Ainda no Odu Obara Kosun, Ifá alerta sobre o uso do Opele, quem pode usar e sobre a remuneração, aquele que não usar o Opele com dignidade jamais vai ver o sucesso, nesse verso ifá deixa claro que um sacerdote não pode mentir e usar um instrumento de consulta em seu beneficio, jamais será aceito qualquer tipo de mentira usando o nome de Ifá.

O Odu Ogbe Alara, fala de Iwa (caráter) a indicação é clara nesse odu, a necessidade de manter uma postura reta, faz parte do dia a dia do iniciado, temos a obrigação diante dos Orisas, de manter um comportamento que honre toda nossa família e nossos antepassados, independente de nossa idade, a juventude não é desculpa para o erro a pouca idade, é característica que indica a inocência e não a má conduta, fica bem clara no verso do Odu Ofun Ose, que diz (é preferível um sacerdote jovem e honesto que um velho sem caráter).

Nos versos de Ifá vamos encontrar inúmeras recomendações de comportamento, inclusive referente à higiene, no Odu Ose Odi, consta uma relação bem clara sobre a necessidade de se manter limpo e com o corpo asseado, ainda nesse Odu diz Ifá (o homem tem responsabilidade com seus filhos até que possam se manter, encontrar uma ocupação e ter sua renda, é responsabilidade dos pais manter os filhos menores).

O Odu Obara Kosun, em seus textos indica que a pessoa que foi iniciada no culto aos Orisas ou no culto a Ifá deve fazer oferendas às divindades e manter os seus assentamentos em ordem, limpos o Ose (limpeza semanal) é responsabilidade do iniciado e não do sacerdote.

Ainda falando do comportamento de um Babalawo, diz Ifá no verso do Odu Ofun Gbadara, as coisas de Ifá não devem ser comercializadas por um Babalawo, (um Babalawo não deve ser um comerciante), nesse mesmo Odu diz (aquele que lhe prestou um favor, lhe deu uma ajuda deve ser recompensado) todo trabalho espiritual tem que ser remunerado, se não for assim como o sacerdote vai poder manter os seus assentamentos e continuar atendendo as necessidades dos que o procuram.

O Odu Ofun Nagbe, fala da prosperidade do Sacerdote fala que aquele que trabalha corretamente terá uma vida tranquila, assim como aquele que possui Ikin nunca lhe faltara o alimento (Odu Idin Ka).

Um verso do Odu Ogunda Ogbe, orienta sobre o dia do Ose semanal, um dia da semana devem ser reservados para cuidar dos orisas, nesse dia os assentamentos dos Orisas devem ser limpos, já no Odu Okanran Obara a orientação é sobre o assentamento de Egungun, diz Ifá (aquele para quem aparece esse Odu deve manter viva a imagem de seus antepassados, essa pessoa deve ser iniciada no culto a Egungun e deve honrar todos de sua família, com um assentamento que deve ser mantido sempre limpo e bem cuidado, é obrigação dessa pessoa escolher um sucessor que ira manter esse assentamento para que esse culto não deixe de existir.

No Odu Iwori Meji, fala sobre fazer magias para quem não tem como se defender, sobre o uso do conhecimento de um sacerdote contra quem não merece tal atitude, diz Ifá (aquele que ataca um inocente a maldade e a destruição voltariam para prejudica-lo).

No Odu Osa Meji, está bem claro que não devemos julgar o nosso semelhante, só Ifá pode saber o futuro de cada pessoa diz Ifá: (um Ori coroado não pode ser reconhecido por um ser humano, só Ifá identifica o Ori que será beneficiado), não devemos menosprezar ninguém.

O Odu Oturupon Ofun, fala sobre o suicídio, não é permitido a ninguém essa pratica só Ifá sabe e pode mudar o dia da morte, ainda nesse Odu diz Ifá: à longevidade não é encantamento, devemos nos afastar de tudo que possa diminuir o tempo de nossa vida, devemos fazer tudo para alcançar a longevidade.

No Odu Ogbeyonu, Ifá é bem claro não devemos ser arrogantes dentro da relação afetiva, devemos buscar o companheirismo como forma de melhorar os relacionamentos.

Em Ika Ogunda, ifá fala sobre a necessidade de orar para obter sorte e prosperidade, o homem deve manter suas orações, como forma de disciplina e humildade, nesse Odu assim como no Odu Ogbe Ogunda, diz: o horário de fazer as orações preferencialmente pela manhã logo que acordamos.

O Odu Osetura, diz não devemos nos exibir, devemos manter uma vida regrada e sem exageros, um homem não deve discriminar uma mulher e uma mulher não discriminar um homem, um velho jamais deve ser discriminado por jovem da mesma forma que um jovem não deve ser discriminado por um mais velho, o respeito deve existir indiferente da idade ou sexo.
No Odu Otura Irete, Ifá diz: (a bondade deve ser cultivada como forma de gratidão) a bondade deve ser praticada, não devemos ser ingratos, só Ifá sabe se não vamos necessitar em um futuro da ajuda de quem nos beneficiou no passado, não devemos desfazer de quem um dia nos ajudou.

O Odu Otura Ofun, deixa bem claro a necessidade de manter os ebós indicados por Ifá, se uma pessoa consulta, toma conhecimento do problema e não fazer os ebós indicados a responsabilidade deixa de ser do sacerdote.

No Odu Òtúrúpon`Otúa, fala sobre a necessidade do sacerdote estudar e ter conhecimento para honrar seus antepassados com sua capacidade, diz Ifá: é responsabilidade do iniciado, assim como do sacerdote o aprendizado, a capacitação daquele que abre as portas para o atendimento é uma responsabilidade assumida diante de Ifá, todo ato praticado dentro da casa de Orisa tem que seguir a orientação dos versos de Ifá; no Odu Iwori Otura, fala sobre a disciplina dos estudos e a educação do iniciado em Ifá deixando bem claro que devemos nos dedicar para obter uma educação adequada. O Odu Irete Ofun, fala do estado de perfeição e o alinhamento com Olodumare se não somos perfeitos devemos buscar a melhor forma de se assemelhar com a perfeição.

O Odu Iwori Ofun, fala do respeito que temos que manter por todas as pessoas, se queremos ser respeitados, devemos respeitar todas as pessoas sempre, a vida é um benefício recebido das mãos de Olodumare cabe a nós tornar digno o viver


Texto: Babalawo Ifagbaiyin Agboola
Fonte: https://www.facebook.com

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Para aqueles que duvidam do candomblé Africano esta e uma prova que Baba egungun existe.


 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Nota de repudio.

Hoje dia 24/01 sexta feira onde alguns reverenciam a Oxalá o ancião que representa a sabedoria necessária para guiar ori, recebi de um amigo de infância endereço de um vídeo denominado de "O sermão" neste um conteúdo onde gerou esta nota descrita a seguir.

Realmente ponderei em escrever isso no blog mas creio que devam assistir e os senhores tirarem suas próprias conclusões.
Link da postagem : 


   

Boa noite aos senhores produtores da Coringa;Talvez esteja enganado mas creio que os comentários seguidos de risos não devam se de pessoas ligadas ao culto afro.

E se por acaso for, não deve ter noção da seriedade do culto ao orixá, apesar do texto fomentar em pontos verídicos, como a máxima que casa de axé não briga realmente abriga, porém a forma como sua mensagem é passada sugere para um leigo, que casa de candomblé é mais um ponto de arrecadação, que o foco é apenas o dinheiro.

 E o que é pior, dinheiro este vindo por meio da coação fundamentada em vingança do orixá.

Espero que os autores deste tenham ciência que separações de casais, ou não passar em concursos públicos ou ter um emprego melhor não depende da vontade do orixá e sim do interesse de cada pessoa.

Assim sinceramente deixo aqui minha nota de repudio a este vídeo que em determinadas colocações torna seu intento que entendo eu é "o entretenimento saudável" em um ato muitíssimo infeliz, onde ofende a dignidade do nosso sacerdócio.

 Assim contando com seu "bom senso" em repensar se este ainda deve permanecer no ar

Babalorixá Essú Layenã  http://ifalayena.blogspot.com.br/.  

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

As verdades sobre Obá Olu Aye e Omolú

Em verdade é que a cultura brasileira mudou de forma drástica o candomblé nosso culto africano de de forma adaptada a realidade brasileira, de forma que Xaponã ou Oba Olú Ayê, considerado um velho, doente em alguns casos até (leproso) comparado a São Lazaro e Omolú a são Roque, levando em consideração que a comparação dos orixás com o sincretizamo católico realmente foi necessária  outrora, porém esta mentira que no passado protegeu o culto, hoje cria uma falta de conhecimento, fomentando a mais pura ignorância no povo do axé.





Hoje vamos entender as formas do culto a Xaponã / Obá Olu Iwlê, e  principalmente quem e Omolú?
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Olú Iwalê


Akamara (Deus supremo da criação) pai de Olodunmare (Deus) que por sua vez criou outros Irunmolés (Deuses da criação).

Olu-Iwaye o irunmolere responsavel por criar e sustentar a ordem dos planetas e estrelas,
 em principio oluIwale em toda sua grandeza criou os primeiros 7 planetas e Olodunmare satisfeito com a obra de seu filho lhe ordenou que criasse outros dois planetas, em especial a terra esta surgiu tão bela que Olodumare deu a um Irunmole chamada Ayê ( o espirito da terra.)

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Omo Olú

Omo (mulher) Olú (Senhor(a) ou dependendo do dialeto local Omo (Femêa), um espirito feminino que na Africa é cultuada em um poço como a provedora da água que brota do solo e traz a vida as plantações ao gado garantindo garantindo vida.







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Sópona
Xápona título dado ao guerreiro da ventania (Gunã ijI) impiedoso dentre outros tambem chamado como Afôm Gbona ( parasitário quente) como planta que  se alastra por cima de outra e mata.

Para que fique muito mais claro o temor causado por este orixá na áfrica nas cidades de Mahi, no território Tapá, Golfo do Benin até a bacia de Benguela costuma-se oferecer sacrifícios para Xaponã para que tenha piedade das cidades, para que o sol não estrague suas colheitas e que a saúde do povo não seja tocada e para que Omolú que as colheitas sejam abundantes, logo se percebe o medo e respeito que este orixá impõe.


Xaponã Orixá viril, Violento, impiedoso.

Os territórios africanos viviam em constantes conflitos entre as tribos, durante as invasões as terras de Tapá, Marri, onde os homens das famílias agrupavam-se na ideia de resistir às invasões por outros “exércitos” estes buscavam invadir, pilhar e destruir qualquer chance de sobrevivência da dinastia da família real que pudesse um dia reclamar o reinado da cidade tribo ou aldeia, aldeias eram tomadas. Nestas ocasiões guerreiros sobreviventes se refugiaram.







Estes sobreviventes se agruparam em uma espécie de quilombo, onde nasce a legião do vento, mas conhecida como IGBÁ IJÍ IKAN, “A FAMILIA DO VENTO SANGUINARIO”  fundada por guerreiros oriundos dos combates que destruíram suas famílias de forma cruel e violenta.
Onde podemos perceber como se justifica o caráter violento de Xaponã.

Neste episodio percebemos que o argumento de que Xaponã ou Obá Olú Ayê, nunca foi velho aleijado ou portador de nenhum tipo doença de pele ou degenerativa, devido a seu histórico de batalhas é certo afirmar que se realmente ele carregou cicatrizes com toda a certeza eram de batalhas.


Baseado em todos estes fatos vem a fatídica pergunta; Seria este um perfil de um leproso ou como se diz no Brasil, “Fulano é do velho” ?

Na Bahia e muito provavelmente em outras cidades do Brasil no mês de Agosto todas as casas fazem obrigações para apaziguar a ira deste Orixá.

Por que eles usavam  Azê ?  ( O capuz de palha da Costa) 





Como já citado á legião formada por estes guerreiros buscavam vingança, buscavam formas de sobreviver, buscando água e comida, cruzavam terras áridas e muito quentes onde o uso desta proteção era muito conveniente




A palha da costa impede a entrada de areia soprada pelos ventos, ameniza o calor direto do sol, unindo o Azê á mascaras de guerra tornavam-se infalíveis armas contra os inimigos implantando o medo fazendo-os acreditarem que a legião não era de humanos e sim de espíritos do mal...  

E por que Sóponã (Xáponã) esta ligado as doenças de pele ou epidemias ?

Como senhor da guerra e muito sagaz em sua inteligencia,
e percebeu que o fato em comum dentre os homens era o sangue que todos tem em seus corpos, logo concluiu que o sangue seria responsável por doenças e suas transmissões, ele observava os efeitos das doenças já pré existentes nos seus inimigos de aldeias vizinhas, como febres ou infecções doenças como ebola, varíola (HOJE CIENTIFICAMENTE CONHECIDAS)  assim a pratica de flechas contaminadas e ponta de lanças infectadas com sangue eram praticas corriqueiras de
Sópona (Xaponã), a o ponto de jogar corpos em leito de rios que cruzavam cidade de seu interesse a fim de que pela água pudesse contaminar e enfraquecer seus inimigos...
e para segurança de sua legião e matar toda e qualquer possibilidade de contaminação por possíveis sobreviventes, que pudesse por em risco sua saúde ou dos outros guerreiros
(Ajunsu, Sakpata, Azoany etc...) toda cidade era carbonizada afim de esterilizar o espaço e tornado ré habitável


E certo afirmar que dai vem sua fama de Deus da peste, fama que te rendeu prestigio e respeito que prevalecem ate os dias de hoje, seja na africa ou no brasil todos temem a ira de Sóponã  (Xaponã)...


fi awọn ọba ti awọn ilẹ 
(Salve o rei da terra) 
Texto Esú Layenã



sábado, 7 de dezembro de 2013

A degradação do candomblé.




Gostaria de não sentir medo de nosso fim, a cada dia que passa é notório a desvalorização dos nossos cultos, mas ai você vai dizer minha casa não é assim, mais infelizmente somos reflexo de opiniões.


 - Eu costumo dizer que o Candomblé e uma joia sagrada que é constituída de dois fundamentos:
 O segredo e o sagrado quando um destes se perde, não temos mais um a joia e sim uma mera bijuteria.

Nas redes sociais, s
egredos estão sendo revelados e a banalização de tanta informação não importa se certa ou errada, vários vídeos, feitura, cânticos litúrgicos, fotos de fundamentos de ronco, dentre estas informações observamos coisas hediondas que nunca existiam dentro do culto e que nem valem a pena propagar.


Mas se olhar fosse aprender todo cachorro deveria ser açougueiro?

Ou poderia dizer também que se raspar uma cabeça fosse fácil, todo Barbeiro era pai de santo.


A grande verdade é apenas uma diretriz, nossos Ebomes estão morrendo e infelizmente os seus sucessores ou não respeitam os aprendizados ou nunca se importaram com os ensinamentos dos seus mais velhos.


Tive oportunidade de aprender com meus mais velhos.

Meu filho, búzio não prova nada em delegacia, nem tudo que se vê se comenta, por que Vodunce não conversa com pessoas que a língua não cabe na boca.(Mãe Clarinda de Yemanjá).


Algumas autoridades do culto concordam com a propagação do candomblé com a justificativa de manter viva a religião, falar sobre Candomblé de uma forma cientifica no que se diz respeito a tradições e história do povo negro e seu sofrimento para que assim realmente nossa religião se conserve com respeito e seja valorizada como firmamento de uma raça valorosa com seus próprios costumes, ritos, crenças e fé.

Ifá Layênã.


A diferença entre os cultos do candomblé. Parte 1


Vamos entender que a pratica escravagista não era desconhecida dos povos africanos, já era de costume que os governantes invadissem reinos em buscando escravizar outras tribos e explorar seus recursos naturais tais como:

Água limpa, solo fértil, uma melhor posição territorial em local mais alto e perto do mar onde poderiam facilitar o seu comércio.

Os reinos menos favorecidos como já citado precisavam do sustento e a unica forma era invadir, conquistar, pilha, prender, escravizar, e expulsar.
  


Chama-se de tráfico negreiro o transporte forçado de negros como escravos para as Américas e para outras colônias de países europeus, durante o período colonização.
Na Idade Moderna, sobretudo a partir da descoberta da América, houve um crescimento de forma descomunal da escravidão. Desenvolveu-se, então, um cruel e lucrativo comércio de homens, mulheres e crianças entre a África e as Américas.

A escravidão passou a ser justificada por razões morais e religiosas e baseada na crença da “suposta” superioridade racial e cultural dos europeus.
tráfico de escravos africanos se dividiu em quatro fases:

Ciclo da Guiné (século 16)

Conhecido como ciclo de Guiné, ocorreu na segunda metade do século XVI e recebeu essa denominação em função da rota do tráfico, que partia da costa oeste da África, ao norte do Equador, região onde hoje está situado o SenegalGâmbia e Guiné Bissau.

Entre eles Príncipes, Princesas, Reis, Babalawos, e Babalorixás, a grande ideia era não só "vender" mas também exterminar qualquer chance de perda do poder por uma nova dinastia, como era claro que um prisioneiro "vendido" 
na verdade trocados por bugigangas como escravo era mais lucrativo que um "cadáver", levando em conta a certeza que eles nunca retornariam vivos para a Africa.




Calcula-se que nesse ciclo tenham chegado ao Brasil entre 50 e 100 mil africanos.
Na Bahia, esse ciclo foi pouco representativo.


O número estimado de africanos é de sete mil, em sua maioria, pertencentes às etnias sudanesas.

O ciclo da Guiné, seguiram-se ainda, dedicados à exportação de “peças” da costa -se, no transcorrer do século 16, o comércio triangular transatlântico, tendo um dos vértices em Lisboa, o outro na costa da Angola, e um terceiro no nordeste brasileiro. 



2º período: O Ciclo de Angola e do Congo no Sec. XVII

Ciclo de Angola e Congo têm início por volta de 1580, mas estende-se até o final de século XVII. O número de africanos da chamada África Austral que chegaram ao Brasil é estimado em 600 mil. Na Bahia, não se sabe ao certo o número de escravos que vieram desta parte do continente africano. Entretanto, pela grande quantidade de navios negreiros que aportaram aqui nessa época, presume-se que tenham chegado um grande número de escravos.

 O certo é que a maioria deles foi levada para trabalhar nos engenhos de cana-de-açúcar, instalados na região do Recôncavo.

Além de angolas e congos, vieram também nesse ciclo escravos oriundos de Moçambique, todos eles de etnias bantos.

E notório que dentre eles seus governantes e seus lideres religiosos dando o inicio a o Candomblé que chamaremos aqui de Candomblé de novo mundo.

Onde percebemos as diferenças gritantes onde o Candomblé Africano “Velho mundo” onde o culto resumia-se apenas a o conhecimento extremo de um ancestral divinizado como Orixá.

Para entender melhor este prisma levamos em conta que o culto ao Orixá não é apenas uma entidade, trata-se de um ancestral de muita importância para sua cidade ou tribo, onde os Babalawos eram considerados como homens iluminados por Olorum o Deus supremo.

Consultados para qualquer decisão importante, com quem casar, quando iniciar as plantações quem seria os novos governadores e reis, os reis também tinham medo de serem 
espraguejados

Por este motivo os governantes que os invadiam, prendiam e escravizavam e os mandava embora por terem a certeza que jamais os veriam novamente.